Que eu amo a argentina, sinceramente, acho que a maioria das pessoas próximas já sabe. Foi lendo Garotas Mortas, da Selva Almada, que a minha vida literalmente mudou em 2018 e depois, em 2022, veio a Vértebra Latina.
A verdade é que esse delicioso país ao sul do equador e banhado pelo Rio da Prata tem muito mais a nos ensinar do que imaginamos. O processo de independência do país foi conseguido com muita guerra y controvérsias ( o que é quase um default da América Latina), mas comumente o dia 9 de julho é considerado um marco.
Entre silêncios e interditos, autoras argentinas são incríveis e conseguem modular discursos poderosos. O que seria de nós sem a literatura que provoca, instiga e faz ver as tensões e desejos, as dores e as lutas, as lutas e as vitórias que nos atravessam.
Para homenagear esse lugar onde meu coração mora, trouxe 8 hermanas queridas que com sua escrita modulam dialetos potentes e vou te contar, essa lista de hoje é arraso atrás de lindeza e eu acho que você vai gostar.
Samanta Schweblin | Distância de Resgate
Abrimos esta lista com ela, que é diva do terror, tem série na netflix e deixa qualquer um apaixonado com sua escrita potente. Samanta, nós escolhemos te amar porque só você para fazer um triller psciológico de ficção especulativa que critica o antropoceno, investiga as relações humanas e coloca a gente pra pensar um zilhão de coisas. Distância de Resgate já é um clássico e eu posso provar.
Tamara Kamenszain é tão completa como intelectual, pensadora, e escritora que fica difícil pra mim não me emocionar. Ela rouba o coração da gente e a gente nem vê. Em Garotas em tempos suspensos ela consegue fazer poesia e teoria ao mesmo tempo e sinceramente eu quero um clube de leitura com a Tarsilla Couto só pra conseguir distrinchar tudo que essa mulher quer dizer. Quem sabe virá?
Inês Garland | Pedra Papel e Tesoura
Não li Pedra papel e tesoura, mas a premissa de usar um jogo tão a cara da infância para mostrar como as relações humanas são frágeis já pode ser aplaudido. Em pré-venda pela Roça Nova (vocês tão fazendo tudo hein), o livro promete arrebatar todos nós e é infanto-juvenil.
Silvya Molloy | Desarticulações
A Sylvia é uma rainha, criou um curso de escrita criativa dentro da Universidade de Nova York, escreveu um dos primeiros livros lésbicos e tem uma legião de fãs apaixonados por sua obra. Eternizada, eu acho.
Selva Almada | Não é um rio
Curto, potente e instigante. O que o rio dá, o rio leva, a água, aparentemente tranquila, pode ser muito traiçoeira. Selva Almada segue sendo uma das favoritas por aqui.
Laura Alcoba | A casa dos coelhos
Eu não me aguento e esse livro é potente. O primeiro de uma trilogia, A casa dos coelhos conta a história de mãe, filha que precisam viver na clandestinidade em função da ditadura argentina. Belo demais!
Agustina Bazterrica | Dezenove garras e um pássaro preto
A rainha do terror segue surpreendendo a todas nós e levando consigo uma legião de amores e fãs. Em seu novo livro publicado pela Darkside, contos de medo e muito muita tensão para falar daquilo que é tão real por meio da ficção.
Dolores Reyes | Miséria
Cometerra é um dos meus livros favoritos da vida. Lançado pela moinhos, a editora do coração. Sou apaixonada pela ascensão da bruxa e como Dolores Reyes escreve para dar conta da violência de gênero na Argentina e na América Latina. Miséria é a sua continuação ainda não publicada no Brasil, mas eu já estou eufórica e quero ver por terra brasilis. Dolores tatuou a capa no Brasil. Recebam.
Esse post vai ter uma continuação. Quem vc quer ver por aqui?








Comentários
Postar um comentário